
Há 38 anos, Maria Eunice Machado dos Santos faz parte da história da Fundhas. Aos 70 anos, ela é uma das poucas funcionárias da instituição que acompanhou a trajetória da fundação desde os primeiros momentos, ainda na fase de transição do Cosemt (Centro de Orientações Sócio-Educativas do Menor Trabalhador) para a Fundhas.
Maria Eunice iniciou sua carreira como secretária da Presidência, quando a instituição funcionava ainda na Rua Afonso César de Siqueira. Atualmente, atua como secretária sênior no Jurídico, função que exerce com o mesmo comprometimento que marcou toda a sua trajetória.
Ao recordar o início da Fundhas, ela destaca as transformações vividas pela instituição e pelos atendidos ao longo dos anos.
“Quando entrei, a realidade das crianças era muito diferente. Eram situações de grande vulnerabilidade e fragilidade social. Com o passar do tempo, vimos a Fundhas crescer, ampliar seu trabalho e transformar vidas. Hoje percebemos uma mudança muito grande na formação e nas oportunidades oferecidas aos atendidos”, conta.
As mudanças também acompanharam a evolução da própria instituição. Maria Eunice lembra que, no começo, o trabalho administrativo era realizado com máquinas de escrever. Depois vieram as máquinas eletrônicas e, mais tarde, os computadores.
“Cresci junto com a Fundhas. Aprendi muito aqui e sou muito grata por tudo que vivi. A instituição me ajudou a construir minha trajetória profissional e também contribuiu para a forma como criei meus filhos, transmitindo valores que aprendi convivendo com as crianças e com a missão da Fundhas”, afirma.
Ao longo de quase quatro décadas, ela acompanhou a expansão dos programas, a modernização dos processos e o fortalecimento da atuação da instituição em São José dos Campos.
“Tenho muito orgulho de fazer parte dessa história. A maior parte da minha vida foi aqui. Quando chegar a hora de me aposentar, sei que vou sentir muita falta de tudo isso.”
Ao definir o significado da Fundhas em sua vida, Maria Eunice resume sua relação com a instituição em poucas palavras, mas carregadas de emoção:
“A Fundhas é a minha vida. É o meu tudo.”