Atualizado em 27/02/2026 – 17:21

O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência teve celebração importante na Fundhas Eugênio de Melo – Foto: PMSJC
Henrique Macedo
Fundhas
No último dia 11 de fevereiro, data em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a unidade Eugênio de Melo da Fundhas promoveu uma atividade especial para destacar o protagonismo feminino na pesquisa científica.
A ação foi conduzida pela equipe psicossocial e envolveu reflexões, vídeo e produção de cartas pelos atendidos.
Inspiração
Segundo a gestora da unidade, Patrícia Barros, a proposta foi apresentar às crianças a trajetória da bióloga e pesquisadora brasileira Tatiana Sampaio, que desenvolveu uma importante pesquisa envolvendo uma proteína com potencial de tratamento para pessoas com lesões medulares, como casos de tetraplegia.
“Trouxemos a história da doutora Tatiana para celebrar essa data e mostrar às crianças o quanto é grandioso o trabalho de uma mulher brasileira na ciência. Ela enfrentou desafios por ser mulher, por ser brasileira, e ainda assim conquistou um feito tão importante, levando o nome do Brasil para o mundo”, destacou Patrícia.
A atividade começou com uma dinâmica conduzida pela equipe psicossocial, promovendo a conscientização sobre o papel das mulheres na ciência e as dificuldades históricas enfrentadas por elas nesse espaço. Em seguida, os atendidos assistiram a uma entrevista em vídeo da própria pesquisadora, na qual ela explica o trabalho desenvolvido ao longo de 25 anos de pesquisa.

A cientista estuda a polilaminina – proteína produzida pelo corpo humano | Foto: PMSJC
Ao final, os atendidos escreveram cartas à pesquisadora, expressando admiração e gratidão. A intenção é reunir as mensagens e encaminhá-las à cientista.
Cartas de incentivo
A aluna Maria Elliza Bonifácio, de 10 anos, que está há quase um ano na unidade, contou que ficou impressionada com a descoberta.
“Eu achei muito legal e foi uma descoberta muito boa, que vai ajudar muitas pessoas e famílias”, disse. Em sua carta, ela escreveu palavras de agradecimento e comparou a cientista a uma flor: “Falei que ela floresceu como uma flor na primavera”, destacou.

Maria Elliza comparou cientista à uma flor | Foto: PMSJC
Também de 10 anos, Mariah Celestino, atendida há quatro anos, ressaltou o orgulho que sentiu ao conhecer a história da pesquisadora. “Eu escrevi que ela está sendo um orgulho do país. Muitas pessoas estavam passando por dificuldades e ela conseguiu descobrir um medicamento que pode ajudar. Fiquei feliz”, afirmou.
Para ela, a cientista ficará emocionada ao receber as cartas: “Eu acho que ela vai ficar bem contente, porque a gente gostou muito do trabalho dela”, disse.

Mariah com a cartinha que escreveu | Foto: PMSJC
Já Sofia Vitória Dias, de 9 anos, que frequenta a unidade há um ano, destacou a perseverança da pesquisadora. “Eu escrevi para dar parabéns por ela ter alcançado o trabalho depois de 25 anos e pela conquista de salvar muitas vidas”, contou.
Sofia acredita que as mensagens serão um incentivo: “Vai ajudar ela a continuar se esforçando mais ainda”, destacou.

Sofia: palavras de incentivo | Foto: PMSJC